Facebook Pixel Tipos de conjuntivite: quais são e quais as suas características? – e-lens

Tipos de conjuntivite: quais são e quais as suas características?

Tipos de conjuntivite: quais são e quais as suas características?

Imagine a situação: você acorda com o olho vermelho, inchado, coçando, e, na mesma hora, autodiagnostica-se com conjuntivite. Então, o desespero bate, pois você lembra que tem vários compromissos nos próximos dias e imagina que precisará ficar afastado e sem contato com ninguém.

A situação acima é passível de ocorrer, assim como também existem outras possibilidades de doenças com os sintomas descritos e até outros tipos de conjuntivite que não necessitam de afastamento por não serem contagiosos. Por isso, é importante não se precipitar e sempre procurar auxílio médico para que ele faça o diagnóstico e prescreva o tratamento mais adequado.

Se você se interessou sobre o assunto e quer saber mais sobre a conjuntivite e seus diferenciais, basta continuar a leitura! Vamos lá?

Definição de conjuntivite

A doença tem esse nome porque ela se caracteriza por uma inflamação na conjuntiva, que é a camada mucosa que envolve a parte posterior da pálpebra e a esclera (o branco do olho). A principal função dessa mucosa é a de proteger os olhos contra agentes externos, sendo esse o motivo de, às vezes, ocorrer a inflamação, uma vez que se trata de uma reação defensiva do nosso organismo ao detectar alguma substância nociva ou não pertencente.

Dependendo do tipo, a conjuntivite pode atacar um ou os dois olhos, ser aguda ou crônica, e pode durar de 1 a 15 dias, não costumando deixar sequelas. Veja abaixo mais detalhadamente as formas e causas dessa doença.

Viral

A conjuntivite viral é o tipo mais comum, sendo o adenovírus (grupo de vírus que pode infectar diversas partes do corpo) o maior causador da doença. Além de ser a forma mais frequente, ela também é a mais transmissível, sendo possível o contágio apenas por meio do toque de alguma superfície contaminada. Os sintomas mais comuns incluem: pálpebras inchadas, lacrimejamento, secreção esbranquiçada, coceira e dor ou incômodo ao olhar para a luz.

Ela geralmente se cura sozinha dentro de 7 dias e não é necessário nenhum tratamento, apenas um colírio para o alívio dos sintomas.

Bacteriana

Acontece com bem menos frequência do que a conjuntivite viral, pois sua transmissão é mais difícil, sendo necessário um contato pessoal para que a doença passe de uma pessoa para a outra. A cor da secreção produzida pelos olhos é o que diferencia a conjuntivite viral da bacteriana, sendo essa última responsável pelo aparecimento de um muco de cor amarelada ou esverdeada.

O tratamento mais indicado é o uso de colírios que tenham antibióticos em sua composição.

Alérgica

Essa conjuntivite é, como o próprio já diz, causada por alguma alergia, geralmente por contato com pólen ou ácaros. Também pode estar associada à asma ou rinite, dermatite atópica e ao uso de lentes de contato.

Essa forma da doença não é contagiosa e se manifesta por meio de vermelhidão e coceira intensa nos olhos.

Fúngica

É uma forma bem rara e, geralmente, acontece devido a algum machucado nos olhos envolvendo madeira vegetal, mau uso de lentes de contato ou utilização prolongada de colírios à base de corticoides.

Gonocócica e conjuntivite de inclusão

São conjuntivites causadas pelas bactérias Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, respectivamente, e se diferem da conjuntivite bacteriana comum por serem doenças sexualmente transmissíveis. Os sintomas incluem secreção mucopurulenta (com aspecto de pus) e vermelhidão crônica nos olhos, sendo o tratamento feito por meio de antibióticos que devem ser tomados por ambos os parceiros.

Como visto, existem diversos tipos e formas de manifestação da doença, sendo indispensável a procura por um especialista todas as vezes que algum sintoma característico aparecer.

Então, conseguiu tirar suas dúvidas sobre os tipos de conjuntivite? Aproveite a visita e confira as causas de vermelhidão ocular!

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